Recrutamento e Onboarding: Online vs. Presencial

A pandemia veio abalar a dinâmica e o dia a dia de toda a gente, incluindo o das organizações universitárias, e nós, na FEP First Connection, não fomos exceção. Dadas as circunstâncias, existiu uma reestruturação e adaptação da organização para o modo online, em detrimento do presencial. 

Quais são as diferenças entre estes dois meios? Quais as vantagens e desvantagens de um e outro no que diz respeito ao recrutamento e onboarding de novos membros numa organização?

Neste artigo vamos abordar as principais vantagens e desvantagens dos modos online e presencial, apresentando, também, algumas dicas e sugestões.

Recrutamento

O recrutamento presencial é, de facto, preferido e mais benéfico tanto para quem organiza como para quem se candidata. Desde já, existe uma maior facilidade para o recrutador ser criativo e envolver os participantes, principalmente nas dinâmicas de grupo, onde se podem utilizar elementos físicos para os desafios.

Nessas mesmas dinâmicas, decorrendo numa sala, os candidatos conseguem interagir melhor entre si, pois há menos interrupções e, consequentemente, maior facilidade em ouvir e ser ouvido.

Um recrutamento online tem, como tudo, vantagens e desvantagens, dependendo dos traços de personalidade de cada pessoa. Neste, é possível proporcionar uma maior tranquilidade a pessoas mais nervosas. O facto de não se terem de deslocar não é só uma questão de conforto – a pessoa, entrevistada ou entrevistador, pode estar em sua casa, num local que conhece e domina, podendo transmitir mais confiança e menos ansiedade. 

No entanto, existe uma maior tendência para preparar apontamentos prévios (como, por exemplo, ler o pitch), o que é desfavorável para todos, pois, na maior parte das vezes, o recrutador consegue percebê-lo.

É possível e comum, também, existirem falhas de internet, o que poderá levar a uma maior preocupação com o decorrer do recrutamento e a um menor dinamismo de ambas as partes, além de poder resultar em injustiça e frustração para o candidato.

Algumas dicas que podemos dar para o recrutamento presencial, apesar de também servirem para os online, são:

  • manter uma boa postura e conduta;
  • fazer uma breve pesquisa sobre a organização, de forma a ir melhor preparado;
  • tentar controlar o nervosismo, para se conseguir uma prestação natural;
  • intervir bastante mas de forma oportuna, construtivamente e sem interromper os outros;
  • ouvir e respeitar as intervenções dos outros.

Algumas dicas que achamos pertinentes num processo de recrutamento online são:

  • ter um fundo neutro, sem grandes distrações por trás;
  • ter uma boa luz e estar num espaço sem barulho;
  • colocar a câmara ao nível dos olhos e a um braço de distância;
  • verificar se o áudio e vídeo funcionam bem;
  • usar phones, se essa verificar a melhor opção; 
  • ter o computador com bateria e com o carregador ao lado, caso seja preciso.

Onboarding

Podemos concordar que todo o processo de entrada na organização de forma presencial é a melhor opção. Através de reuniões presenciais, atividades de integração, convívios de team building e eventos, é mais fácil receber os novos membros e, durante o ano, ir vendo como estão todas as pessoas. Além disso, todo o processo de receber e integrar os “novinhos” – como se costuma dizer na FFC – é mais natural e emocionante, tanto para quem entra, como para quem já fazia parte da organização. 

Acreditamos que a grande perda com todo este processo online é, sem dúvida, os novos membros não terem a oportunidade de experienciar uma receção ao bom modo FFC, com as suas primeiras RG/AG que culminam num típico almoço de pizzas. Com malas feitas, seguiríamos para o fim de semana de integração, o que seria o ponto de partida habitual para o ano que começava.

Qualquer atividade presencial revelou-se impossível. No entanto, proporcionaram-se vários momentos todas as semanas, sendo aqui que o modo online mostrou as suas vantagens. 

Porque afinal, como é que se conseguiam juntar presencialmente 34 pessoas com vidas diferentes, de sítios diferentes, tantas vezes por semana? Na internet, tornou-se mais simples! Acabaram por ser mais os momentos em que foi possível juntar as pessoas, passando-se assim mais tempo juntos, o que levou a um maior “à vontade” para trabalhar e relacionar-se com todos os membros.

Apesar das condições não terem sido as ideais, sentiu-se um grande espírito de proatividade por parte dos novos membros em se integrarem na organização e vontade de conhecer as pessoas e de estarem “presentes”.

Em suma, podemos observar que cada um dos modos, online e presencial, tem os seus benefícios e prejuízos. No entanto, enquanto seres humanos, preferimos claramente interagir uns com os outros de forma presencial. Tendo em conta que, este ano, esta realidade deixou de ser a normalidade, para passar a ser um obstáculo, adaptamo-nos e, olhando para trás,  conseguimos criar e presenciar momentos únicos.

Todas as adversidades deste ano resultaram em muitas mudanças na organização, no entanto, algo se manteve:  o profissionalismo, a transparência, a integridade e a dedicação que tão bem nos caracterizam.

Dito isto, vemo-nos em Outubro?

Inês Silva

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Pedro Landeiro

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